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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Do amor que inventei.

Eu só precisava pegar emprestado o amor que eu senti por você, e me imaginar naqueles dias, com aquela felicidade tão inocente, com tudo aquilo que eu acreditei que fosse durar para sempre, mas que no fundo era só mais uma ilusão.
Minhas ilusões alimentam meu desejo desesperado de realidade.
Minhas ilusões viram palavras.
E EU TE OLHO COM AQUELE OLHAR ANTIGO QUE FAZ BROTAR POEMA E SORRISO.
Não sei caminhar tranquila no silêncio. Por isso não te deixo partir, não te deixo morrer.
Ninguém mais cabe nos meus versos. Eles são feitos sob medida para você. Ainda que você tenha mudado. Ainda que eu tenha mudado.

Toma, pega menino. É seu.
Todas essas palavras são tuas e de mais ninguém.
Faz disso uma música. Enfeita a parede do teu quarto. Ou joga fora. Tanto faz.

É preciso paixão para viver, ainda que inventada.
E minha alegria é trocar lágrimas por palavras.
Porque eu não fui capaz de me apaixonar desde então. Então te preciso. Só para guiar os traços dessa caneta que faz rascunhos do que eu te escreveria se ainda te amasse. Quando eu não puder mais fingir que ainda te amo, quem é que vai ocupar teu lugar? Para quem eu escreverei esses versos e vestirei sorrisos?

Não, não posso imaginar o que seria de mim sem ter o que escrever.

Me desculpa, se na minha memória confusa, é você quem desperta meu desejo de falar e falar e falar e falar e falar sobre o amor. Porque isso é tudo que posso. Já que não sei mais amar de verdade.
Me permita te jurar amor e te fazer palavra até que um outro amor me guie. E eu prometo te deixar partir assim que minha mente cansada de tanto amor inventado me permitir tirar o coração da gaveta e jogar fora as tuas cartas que lá estão.

Eu só precisava pegar emprestado o amor que eu senti por você e me despejar da melhor forma que conheço: palavras.

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