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terça-feira, 5 de julho de 2011

Pro moço que cantava!



Não sei que dia é hoje. Mas me lembro bem que num dia qualquer como esse, há alguns meses atrás, eu me sentei com papel e caneta nas mãos disposta a escrever algo pro moço que cantava pra mim todos os dias, mas as palavras teimaram comigo e não borraram o papel. Tudo o que eu consegui naquele dia foi derramar lágrimas de decepção pelo moço do sorriso bonito que me impedia de olhar pros lados com olhos e ouvidos atentos e reparar na doçura daquela voz que cantarolava canções de fé, força e amor pra mim.

Eu fui incapaz de notar com calma alguém que me enxergava tão bem e me via com a paciência de uma criança ingênua e conseguia notar que eu era muito mais do que o moço de sorriso bonito via ou merecia.

Eu tive medo de ir com ele pra bem longe daqui, onde nem o céu fosse o limite. Eu não ouvi as coisas que ele me dizia quando não falava nada, quando só olhava pra mim. E ele que esperou o tempo falar por ele, não teve o tempo a seu favor. E o tempo passou. Pro moço que canta bonito, pro moço que sorri bonito e pra mim.

A verdade é que eu não me achava merecedora de ser notada com tanta calma. Ele me olhou devagar, quando tantas pessoas nessa vida me olharam depressa demais.

Hoje, o moço de sorriso bonito, continua sorrindo pros outros, mas eu que tanto fui sua fã, depois de muitas lágrimas, reparei que há muitos outros sorrisos bonitos por ai. Sorrisos que, ao invés de me fazerem chorar, me fazem sorrir também. Fazem do meu sorriso, um sorriso tão bonito quanto o dele.

Hoje, o moço que canta continua cantando e adoçando a vida de muitas pessoas, mas ele já não canta mais pra mim. E o que ficou do carinho que eu sentia e ainda sinto por ele, está aqui. Não em forma de arrependimento por tê-lo deixado passar por minha vida sem a devida atenção, mas em forma de gratidão.

Talvez essa não seja a melhor forma de agradecer alguém pela amizade devotada. Mas foi a melhor forma que encontrei pra dizer: obrigada, moço que canta, por ter insistido em mim, quando tantos outros (e até eu mesma) já havia desistido.