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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Sobre o sorriso dele...


Não sou só eu que não consigo dormir... o cachorro do vizinho late a cada dez minutos e me atrapalha... era pra ser só eu e meus pensamentos, eu e meus devaneios, eu e minhas tolices despejadas no papel. Os latidos travam meus pensamentos ao meio, confundem meus devaneios e me impedem de esparramar palavras que talvez formem algum texto sem sentido que eu irei reler em noites como essa de insônia.

Quase não penso mais nele. Mas quase não é o suficiente. Eu deveria dizer nunca mais pensei nele, o que seria uma mentira que não enganaria quase ninguém. Mas eu ainda ando, de vez em quando, espiando as fotos pra relembrar os sorrisos. Houve um tempo em que eu não via brilho nenhum no olhar dele. E cheguei a pensar que a falta de brilho pudesse ser a minha falta em sua vida. Não era. As fotos voltaram a estampar um brilho imenso no olhar, uma felicidade que (eu não minto) contagia até mesmo a mim. O sorriso voltou a ser aquele sorriso lindo que desarma qualquer pessoa mal humorada, infeliz ou triste. O sorriso ainda me desarma. Foi o sorriso dele que me doeu pra sempre.

O cachorro resolveu fazer silencio justo agora que eu gostaria que ele latisse e atrapalhasse meu pensamento. Se eu me distraísse talvez parasse de pensar nele. Ou é ao contrario? Quando me distraio, volto a pensar nele? Nem sei mais.

Acho que já passou. Já parei de pensar. É que nessas horas vem uma voz de dentro e me diz que já era, não adianta pensar, chorar, torcer, rezar, mudar. Não fomos feitos um pro outro. E eu não saberia fazê-lo tão feliz como ela faz. Eu já tive minha chance. Não perdi a chance, não desperdicei, simplesmente não fomos feito um pro outro fora da cama. Nem nela talvez. Quem sabe numa outra vida eu tenha mais sorte.

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