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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Cores...


"Ela explicava, sorrindo
- um sorriso diferente dos que costumava sorrir..."
[Caio F.]

Olhei pela janela, vi o céu se abrir como passe de mágica e como truque final depois de toda a chuva, pude ver um lindo arco-íris todo sorridente. Arco-íris meticulosamente pintado, suas cores saíram de potes de tintas encantados. Não havia explicação pra tanta vida num arco-íris. Um pouco distante eu vi um panapaná. (Acho feia essa palavra, prefiro cardume que é de peixes, mas hoje eu tenho o direito de mudar até o português, e que venham reclamar, não me importo.) Vi um cardume de borboletas coloridas chegando cada vez mais perto, não de mim, do arco-íris. Conclui que elas queriam se esconder, já que se camuflaram e eu me confundi toda, já não sabia mais o que era borboleta, o que era arco-íris. E eu sorri. Calma, serena. Como não sorria há muito tempo. Achei que tivesse perdido o dom de sorrir serena e calma por nada. E que sensação maravilhosa é essa de sorrir sem motivo nenhum. Preciso fazer mais isso. Anotei na agenda. Tarefa de todos os dias: sorrir sem motivo. Embaixo escrevi: posso sentir que uma coisa boa está prestes a acontecer.

- Não tem jeito, meu bem. . A ordem é essa: primeiro a larva, depois a borboleta ou primeiro a chuva, DEPOIS o arco-íris.


Taila Ueoka.

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