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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Uma carta de ADEUS!




"Não era amor. Aquilo era solidão e loucura, podridão e morte. Não era um caso de amor. Amor não tem nada a ver com isso. Ele era um parasita. Ele a matou porque era um parasita. Porque não conseguia viver sozinho. Ele a sugou como um vampiro, até a última gota, para que pudesse exibir ao mundo aquelas flores roxas e amarelas. Aquelas flores imundas. Aquelas flores nojentas. Amor não mata. Não destrói, não é assim. Aquilo era outra coisa. Aquilo é ódio." (Caio F.)




ELE:
- Hoje tentei te ligar e não consegui! Eu sei que não será fácil para você, mas espero que (um dia) você perdoe TUDO o que eu fiz... foi um momento de fraqueza minha – como sempre.Agora, parando pra pensar vi que de novo você tinha razão em tudo o que me disse. Eu sempre fui um nada, nunca fiz nada que prestasse, sempre te travando, sempre fazendo mal pros outros. Você é uma mulher linda, inteligente, batalhadora. Você é a pessoa que eu mais admiro nesse mundo, sempre consegue o que quer. Eu entrei em desespero quando vi que te perdi, você seria a última pessoa no mundo que eu iria prejudicar, mas quantas vezes eu falei isso pra você e te fiz sofrer de novo, né? Deus me deu o maior presente do mundo e eu joguei fora. Burro, burro, burro... como sempre. Eu nunca vou te esquecer, você já faz parte da minha vida, é um pedacinho de mim. Eu vou pro outro lado do mundo e sei que não vou deixar de gostar de você facilmente, nem sei se vou amar uma outra mulher como amei você. Achei que a gente fosse casar um dia... doidera, né? Você nem aproveitou tua vida, só namorou um cara e esse cara te fez tanto mal. Nunca dei o valor que você merecia, nunca te tratei como merecia, mas você é especial, será muito feliz ainda, só estava com o cara errado. Quando eu voltar tenho certeza que já terá conquistado muita coisa boa. Eu to sofrendo muito, mas tenho certeza que Deus está guardando uma coisa muito boa pra mim e aprendi muito com tudo isso. Eu não queria que você se lembrasse de mim assim, do jeito que acabou, queria que se lembrasse daquele tempo que a gente era feliz... eu te carregava nas costas, a gente o tempo todo junto... Desculpa, desculpa, é a única coisa que eu posso te falar agora. Fica com Deus, vai ser feliz, e me perdoe por ter estragado tua vida por 5 anos, até algum dia!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Desperdício...



"Não tinha mais um dia a perder,
pois embora fosse muito cedo,
começou a suspeitar que era também desesperadamente tarde demais."
(Caio F.)


Outro dia começou e mais uma vez ele não está lá.
O outro lado da cama vazio como sempre foi, e a cabeça cheia de dúvidas.
Quanto tempo havia se passado desde a primeira promessa ainda não cumprida?
Os olhos marejados de lágrimas que não queriam mais cair.
Fez o papel de mulher, de amante, de amiga. Foi o porto seguro que ele buscava e nem sempre encontrou nele o porto seguro que merecia.
Quantas vezes se frustrou diante de tamanha covardia: como pode alguém amar tanto e não querer lutar por esse amor?
E a única explicação coerente era aquela em que ela não queria acreditar: nunca houver amor suficiente.
E pra viver um grande amor é necessário uma dose extra de coragem, sentimento, confiança e por quê não? de loucura.
Amor sem exagero não existe.
Ela já não tinha mais tempo para esperar uma decisão. Não suportaria dormir mais um dia naquela cama vazia. Não poderia mais sacrificar-se quando não via do outro lado que tudo isso era recíproco.
Quantos espaços vazios em sua vida. Espaços reservados para ele. E essa ausência a incomodava, doía. Dividí-lo a dividia também, a partia em pedaços. E ela sempre procurou juntar os cacos, colova-os um a um para que nunca tivesse que jogar fora um amor que poderia ter vingado. E não vingou. E não vingou-se. Porque onde há amor há perdão. E ela não se perdoaria se deixasse passar mais algum dia sem uma solução. Ela, enfim, tomou a decisão por ele. Decidiu desistir dessa relação. Decidiu, sabendo que sofreria, mas evitndo um sofrimento futuro. Já que o futuro que ela planejou pra eles não iria nunca acontecer.
Não há mais desculpas.
Outro dia começou e ela se deu conta que não tem mais nenhum dia a perder.
Pediu desculpas a ele e lhe mandou um último e-mail.
Pode ser que um dia ele se arrependa e decida voltar atrás.
E pode ser que nesse dia a cama dela já esteja, finalmente, ocupada.

Taila Ueoka.

Ps: 1 presente bacana!

Cuide bem do seu amor...


"Preciso sim, preciso tanto.
Alguém que aceite tanto meus sonos demorados
quanto minhas insônias insuportáveis."
(Caio F.)


Se eu te pedisse uma coisa e você pudesse fazê-la, você faria?
Eu só preciso dum pouco da sua atenção. Será que pode dividi-la comigo? Será que consegue fugir um tempo do seu mundo, pra visitar o meu?
Pelo que me dizes não existe motivos que te tirem daí, do seu mundo. Mas será que eu posso ser o motivo, será que o fato de eu não mais suportar o meu, te traria até aqui acompanhado de um abraço aconchegante e algumas dúzias de palavras reconfortantes?
Preciso de cuidados especiais.
Cuide de mim, e cura, nem que for por alguns instantes, essa dor que insiste em doer quando eu mais preciso que ela suma daqui.
Eu preciso descansar, não só o corpo, mas a cabeça. Porque o a dor que machuca mais não é a que eu sinto na carne, mas sim a que me corrói a alma, e que você nem sabia que existia. É a dor das palavras engolidas, quando deveriam ser vomitadas. Dos grandes feitos que não foram feitos, ou por falta de coragem, ou simplesmente por opção. A dor do que poderia ter sido se eu tivesse escolhido qualquer outro caminho que não esse. Essa dor de querer coisas que não se podem ter e não se pode nem sequer lutar pra tê-las. A dor incessante de um amor que pede socorro, mas ninguém ouve. De um amor que esgotou todas as forças e todas as possibilidades de se tornar perfeito. Essa dor de ter amado tão desajeitadamente, quem não me amou de jeito nenhum.
Pensando bem, não quero suas dúzias de palavras reconfortantes, seu ouvido e seu colo já me bastam.
Cuide de mim, me tire daqui, me dê a mão. Se o seu mundo é tão mais bonito que o meu, por que não me leva pro seu? Eu posso fazer as malas agora. Tenho ensaiado há muito tempo esse dia, as malas estão sob a cama, esperando o momento pra ser usada. Preciso apenas que me diga: venha. Nada mais.
Eu precisava de um abraço pra afugentar o frio, e todos os meus medos. Eu só precisava de um abraço-agasalho. E era justamente aí que ele deixava a porta aberta, e jogava na minha cara um punhado de frio, e me aterrorizava com histórias de terror.
Eu te peço, com toda a angústia que mora em mim, me abrace. Pegue a minha mão e me pergunte o que foi que aconteceu. Me empreste o seu colo, e seu ouvido, e me mande calar se for necessário (e será!). Me mostre qual caminho é o melhor a seguir. Me cante uma música. Qualquer uma. Quantas vezes eu pedi pra ele uma música, uma única, e ele nunca me deu. Me diga que em seus braços tudo estará bem. Eu aprendi a me defender da indiferença dele. Eu me tornei essa pessoa que você vê hoje. Que reage mal à elogios. Que não gosta de flores, nem declarações, talvez por tê-las esperados durantes cinco longos anos. Que não sabe demonstrar o que sente, e que aliás não sabe nem o que sente.
Há excessos em mim. E eu tenho medo que um dia sem querer, você descubra o meu baú recheado de perdões, que foram ditos, apenas ditos, e que depois se tornaram mágoas. Grandes mágoas.
Talvez você esteja ocupado demais agora. Mas eu posso esperar. Eu só preciso que cuide de mim...

Taila Ueoka.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Quem é ela?


" Ela é mais que um sorriso tímido de canto de boca,
dos que você sabe que ela soube o que você quis dizer.
Ela fala com o coração e sabe que o amor,
não é qualquer um que consegue ter.
Ela é a sensibilidade de alguém que não entende o que veio fazer nessa vida,
mas vive... "
(Caio F.)


Ela tem um sorriso engraçado.
E eu nunca tinha visto ela chorar. Não daquele jeito, aos soluços.
Ela chora trancada no quarto. E se esconde do mundo. Porque acha que chorar é para os fracos. Ela pensa que se perdeu. E acha que por não saber o que quer, nunca vai chegar a lugar algum.Aliás, pensa que está parada no mesmo lugar há muito tempo, andando em círculos.
Ela acha que é melhor viver sozinha, e vive inventando fórmulas para que a solidão não doa tanto assim. Nada funciona.
Do amor e da vida, ela não sabe nem a metade. Mas ainda tem muito tempo pra aprender.
Já não tem desilusões nem sobre amizades, nem sobre amores.
E quem vê pensa que ela ainda não teve tempo pra se iludir e se decepcionar, no entanto ela carrega consigo o fardo de não conseguir perdoar certas coisas.
Quando conhece uma pessoa, ela examina, conversa, investiga, e espera. Porque ela nunca se convence na primeira conversa.
Ela gosta de pessoas. Mas precisa de tempo pra aprender a gostar delas, ou então pra perceber que o santo realmente não bate.
Provavelmente as pessoas também não gostem dela num primeiro momento, nem num segundo, nem num terceiro. E ela não se importa, pois sabe que com o tempo o feio se torna bonito, e o bonito se torna feio.
Ela fala demais até quando o momento não pede palavras, e fala muita coisa inútil.
Quem fala demais perde momentos.
E quando precisa falar, emudece, e se tenta dizer algo, gagueja, e se gagueja fica nervosa. E ri quando fica nervosa. E rói unha quando fica nervosa. E fuma quando fica nervosa.
Ela não pode ficar nervosa.
Ela pensa em fugir sempre que algo dá errado. Em fazer as malas e enfrentar a estrada, e o desconhecido, e o futuro. Mas ela tem medo da estrada, do desconhecido e do futuro. Ela já os encarou e não gostou.
Ela tem um apego desmedido às coisas banais. Ela tenta andar em linha reta. Ela não gosta de sair da linha. E não gosta de errar, nem de perder. Aprendeu que não se pode errar, e que perder é para os fracos.
Mas e se ela não errar, quer errará por ela?
E se ela não perder, quem perderá por ela?
Há momentos em que errar é necessário, e em que perder é ganhar muito mais.
Mas na loucura de querer sempre acertar, sempre ganhar, sempre fazer com que os outros se orgulhem, ela se desdobra, e se cobra, como se tivesse que ser perfeita.
Da perfeição ela passa longe. Bem longe. E ela sabe bem disso. E então se frustra.
Quando pensa é uma, quando age é outra.
Ela sente tudo em excesso, ou ama demais, ou odeia demais. Ou quente, ou frio. O morno não lhe agrada.
Ela sabe que foi o tempo que ela dedicou às pessoas que estão ao seu lado que fez com elas se tornassem tão importantes assim.
Tempo.
E ela não quer envelhecer. Ela morre de medo do tempo. Que passa, e passa, e passa. E vai tirando um pouco de vida da gente. Ela é a mesma criança de sempre, com as mesmas manias e manhas, e a mesma imensa vontade de nunca crescer. Mas se for preciso ela também sabe ser mulher. É difícil alguém conseguir fazer com que ela perca a paciência e desça do salto. Alguém já viu ela descer do salto? Provavelmente não.
Quem a vê apanhando da vida, duvida que ela vá revidar. Mas ela está aguardando. Ela não tem pressa. Ela sempre esperou por tanta coisa (ela ainda espera por muita coisa). E espera que a vida um dia mude. E não faz nada pra tentar mudá-la. Até que ela se arrependa das coisas como estão, e chore desesperadamente aos soluços. E eu fique sem saber o que fazer. E logo eu que nunca tinha visto ela chorar. Não desse jeito. Eu prefiro o seu sorriso engraçado..."

Taila Ueoka.